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Seguro de vida muda e ganha novo status

23 de dezembro 2021

Seguro passa a ser visto como solução para proteger o patrimônio de imprevistos, afirmam os especialistas

O seguro de vida deixa para trás o estigma de “mal necessário” para “preciso proteger meu patrimônio de imprevistos”, afirmam os especialistas. “Seguros são cada vez mais uma solução completa para financiamento patrimonial e financeiro. Sempre penso na proteção do cliente numa curva que começa no início da acumulação de recursos até blindar o patrimônio que ele quer atingir. O capital segurado começa com um valor elevado e vai caindo ao longo dos anos. Se algum imprevisto acontece, o investidor tem a indenização da apólice para suprir uma fatalidade que não é só a morte, mas também doenças graves, acidentes, perda de renda entre outros”, diz Roberto Teixeira, sócio e head da XP Seguro

Marcos Kobayashi, presidente do Clube de Vida em Grupo de São Paulo (CVG-SP), afirma que de forma trágica a covid-19 e o seu legado ruim ampliaram o debate sobre a morte, tema até então tido como tabu. “As pessoas começaram a entender melhor a dinâmica do seguro e, em função disso, o mercado de vida teve um salto de produção”, diz o executivo que também é diretor comercial de seguro de vida da Tokio Marine Seguradora.

Os números da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi) revelam que a demanda aumentou com a pandemia. De janeiro a setembro, as vendas de seguro de vida cresceram 16,7% em relação ao mesmo período de 2020, com receitas de R$ 17 bilhões – 7,1 bilhões de seguro de vida individual e R$ 9,8 bilhões de seguro em grupo.

Foram quase 148 mil indenizações. As seguradoras desembolsaram R$ 5,4 bilhões em pedidos decorrentes da covid-19 entre abril de 2020 e outubro de 2021. Neste ano, em dez meses, foram pagos R$ 4,3 bilhões em indenizações às famílias de vítimas da pandemia. “Isso, sem contar as devoluções de reservas por morte dos participantes dos planos de previdência privada aberta ou os valores de resgates dos planos previdenciários”, diz Jorge Nasser, presidente da FenaPrevi e responsável por vida e previdência na Bradesco Seguros.

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Autor: Denise Bueno
Referência: Valor Econômico