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Amil e APS apresentam ações para atender planos após alta de queixas

18 de fevereiro 2022

Em reunião com ANS, operadora cita redução de prazo para cirurgias eletivas

Amil e APS apresentaram ontem um plano em prol da carteira de beneficiários de planos individuais e familiares da operadora, atendendo à solicitação feita pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) em reunião com as empresas na última semana. A demanda do regulador veio após o salto de reclamações de usuários em razão do descredenciamento de clínicas e laboratórios pela empresa de saúde desde a transferências dos planos da Amil para a APS.

Entre as medidas apresentadas pela Amil estão a redução do tempo para autorização de cirurgias eletivas e a retirada temporária da exigência de autorização prévia para liberação dos exames laboratoriais.

No início de janeiro, a agência autorizou a transferência dos planos individuais e familiares da carteira da Amil em Rio, São Paulo e Paraná para a APS, que pertence também ao UnitedHealth Group, dono da Amil. Neste mês, um grupo formado por Fiord Capital, Seferin & Coelho e Henning Von Koss fechou acordo para assumir o controle da APS.

Orientação ao Usuário

A agência suspendeu essa operação, pois a solicitação formal para a transferência de controle da APS aos novos sócios não havia sido enviada ao regulador.

Os novos controladores da APS planejam dobrar a carteira da operadora, hoje de 330 mil beneficiários, em dois anos, perseguindo a meta de transformar a empresa em líder nesse segmento no país. A transação teria aporte de R$ 2,4 bilhões da Amil, incluindo a transferência de quatro hospitais. A documentação sobre a transferência do I controle da APS foi enviada à ANS no fim da última semana e está em análise.

Paulo Rebello, presidente do órgão regulador, vem afirmando que o número de reclamações de beneficiários da Amil nesses planos começou a subir desde a virada de setembro para outubro do ano passado. Agora, teria chegado a um volume preocupante.

No encontro desta semana com a agência, a Amil apresentou ações em curso para atender os beneficiários. O tempo de autorização para cirurgias eletivas com o uso de órtese, prótese e material especial (OPME) foi reduzido para 15 dias corridos, enquanto o prazo para procedimentos sem OPM E caiu para até cinco dias consecutivos.

Foi criada uma célula para contato antecipado para todos os casos que receberem negativas de rede credenciada, para orientar o usuário e garantir que a demanda seja atendida por um prestador conveniado ou eventual, mantendo os prazos previstos na regulação. Já as centrais de atendimento têm novo fluxo para assegurar a resolução imediata das demandas do beneficiário ainda ao telefone.

Por fim, a exigência prévia de liberação para exames laboratoriais está temporariamente suspensa. E os beneficiários serão redirecionados automaticamente do portal da APS para o da Amil.

Dentre os próximos passos planejados pela Amil estão reforçar a comunicação com a carteira de beneficiários transferida para a APS por e-mail marketing e pelo portal Amil; a atualização da base de 25 mil prestadores não hospitalares da APS no portal e a reestruturação do portal da operadora que agora detém os planos individuais e familiares.

ANS Monitora

Durante a reunião, a ANS destacou a importância de tais ações para que o beneficiário sinta segurança em todo o processo. A agência seguirá monitorando os prazos de atendimento e a assistência conferida aos clientes.

É importante frisar que a transferência parcial da carteira da Amil foi autorizada pela ANS somente para os beneficiários de planos individuais e familiares da operadora residentes em São Paulo, Rio e Paraná. Os demais beneficiários permanecem na Amil.

A ANS segue monitorando a implementação das medidas e reforça que, em caso de dificuldades ou problemas no uso do plano, usuários devem procurar a Amil. Se a questão não for resolvida, a recomendação é registrar queixa na agência.

Autor: Glauce Cavalcanti
Referência: O Globo