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Previ encerra 2021 com déficit de R$ 900 milhões

15 de março 2022

Redução de participação em renda variável reduziu perdas da entidade

O maior plano de benefícios da Previ encerrou 2021 com déficit de R$ 900 milhões. Mas o resultado ficou negativo por pouco tempo, já que em janeiro o quadro do chamado Plano 1 reverteu para um superávit de R$ 1,4 bilhão, informou o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil (BB). A redução da participação em renda variável e aumento de fatia em títulos públicos amenizou as perdas.

O Plano 1 tem R$ 212 bilhões em investimentos e concentra as maiores participações em empresas da fundação. Nele, 95% dos participantes recebem aposentadoria ou pensão. Desde 2018, há uma estratégia de imunização do plano, ou seja, a venda paulatina de ações para compra de títulos do Tesouro Nacional (NTN-B). Somente no ano passado, foram comprados mais de R$ 30 bilhões em papéis com prazo até 2055. Se não tivesse adotado essa estratégia, o resultado negativo em 2021 teria sido de R$ 6 bilhões, disse a fundação.

“O Plano 1 passou por uma rotação necessária em função do estágio de maturidade do plano. Esse movimento que chamamos de imunização do passivo trará mais equilíbrio, com resultados mais estáveis, de forma a garantir que todos os nossos associados recebam benefícios de acordo com o estabelecido”, disse o presidente da Previ, Daniel Stiler, em apresentação a associados.

A fundação informou que os investimentos em renda fixa somam 57,63% dos ativos do Plano 1, e tiveram rentabilidade de 10,49% no ano passado. A renda variável responde por 33% e caiu 1,79% no período. Os investimentos estruturados perderam 0,51%. Imóveis (8,57%), investimentos no exterior (10,2%) e operações com participantes (17,61%) tiveram resultado positivo.

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Autor: Juliana Schincariol
Referência: Valor Econômico