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Ainda subutilizados, dados reduzem tempo de internação

07 de abril 2022

Adoção de novas tecnologia permite melhorar a gestão hospitalar e o fluxo no tratamento dos pacientes

A jornada dos pacientes hospitalizados gera um enorme volume de dados que ainda são pouco aproveitados pelos gestores de saúde. Centros cirúrgicos, por exemplo, usam apenas 38% de sua capacidade, em média, segundo estudo da consultoria Planisa em 112 hospitais privados. Esse quadro começa a mudar com a adoção de novas tecnologias. Ganham os enfermos, que reduzem os riscos e podem voltar para casa mais cedo, e as instituições, que ampliam a eficiência. Entre as inovações está a “process mining”, ou mineração de processos, que controla fluxos hospitalares para revelar gargalos e gerar recomendações de melhoria.

“Somos pioneiros no uso combinado de gestão de processos com inteligência artificial (IA) para descobrir as pegadas digitais em cada sistema”, diz o diretor de produto e tecnologia da startup Upflux, Cleiton Garcia. “Assim conseguimos auditar processos de forma automática e fazer a verificação de conformidade para promover a melhoria contínua”. A empresa nasceu há cinco anos em Jaraguá do Sul (SC), a partir de sua tese de doutorado em ciência da computação na Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC/PR) e da dissertação de mestrado de seu sócio, Alex Meincheim.

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Autor: Dauro Veras
Referência: Valor Econômico (Especial Saúde)