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Novata uFund aposta em oferta de crédito por fundação

30 de maio 2022

Entidades fechadas de previdência complementar (EFPC) podem emprestar até 15% do seu patrimônio, um conjunto de mais de R$ 1 trilhão.

É num segmento ainda pouco explorado no Brasil, mas com potencial de movimentar R$ 130 bilhões, que a novata uFund pretende desbravar o mercado de crédito via entidades fechadas de previdência complementar (EFPC). A “prevtech” é um dos investimentos da BeeCap, fundada por Bernardo Carneiro, Luciano Camargo Neves e Cláudio Brandão Silveira, ex-CFO da Energisa. E é justamente com um acordo com a Energisa Prev, que tem um patrimônio de cerca de R$ 1,5 bilhão, que operação começa a rodar.

Pelas regras da previdência complementar, as entidades podem emprestar aos seus participantes até 15% do seu patrimônio, um conjunto de mais de R$ 1 trilhão. Mas, na prática, hoje só há cerca de R$ 20 bilhões em operações. O que seria uma fonte de receita adicional para cumprir suas metas atuariais esbarra na falta de estrutura para fazer a análise de crédito, estipular limites e fazer a gestão das transações, diz Alexandre Teixeira, co-fundador e CEO da uFund. “A gente percebe haver uma relação de confiança, com os participantes mensalmente contribuindo para a sua aposentadoria, mas a comunicação não é fluida.”

O modelo do negócio da uFund foi desenhado para embarcar tecnologia na gestão das EFPC e servir de ponte com os participantes, que muitas vezes desconhecem que têm limites de crédito disponíveis com base nas suas reservas. “Como o funding das fundações é barato e leva em conta suas metas atuariais, as entidades conseguem oferecer taxas de juros muito atrativas”, prossegue Teixeira. Como a operação conta com uma dupla garantia – o débito em folha e o patrimônio do poupador -, a inadimplência é muito baixa e o custo é competitivo até com o consignado do INSS, acrescenta o executivo.

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Autor: Adriana Cotias
Referência: Valor Econômico