Capitolio


Adesão às práticas sustentáveis

30 de junho 2022

Adesão de empresas de saúde à agenda ESG tem avançado nos últimos anos, até pela necessidade de atender às parcelas da população mais afetadas pela pandemia de covid-19 – e pelo olhar cada vez mais atento da sociedade

Por lidar diretamente com vidas humanas, a prestação de serviços de saúde – em todas as suas áreas de atuação, do desenvolvimento de novos medicamentos à internação hospitalar – sempre esteve sujeita a um controle maior por parte dos órgãos oficiais. “Essa condição de atividade regulada obrigou o setor de saúde a adotar medidas responsáveis de governança antes mesmo que elas passassem a ser exigidas pela sociedade civil”, diz o especialista em gestão de risco Peterson Ruiz, do escritório de auditoria Crowe Macro.

De acordo com Ruiz, isso deu ao setor de saúde uma pequena vantagem em relação a outras áreas da economia no cumprimento de boas práticas ambientais, sociais e corporativas, representadas pela sigla ESG (governança ambiental, social e corporativa, na sigla em inglês). “As empresas de saúde com capital aberto, por exemplo, já fazem relatórios de sustentabilidade há anos, o que a CVM [Comissão de Valores Mobiliários] só foi tornar obrigatório a partir de 2021. Estão um pouco mais adiantadas, mas precisam continuar avançando. A diversidade de gêneros que muitas delas ostentam no quadro de colaboradores, por exemplo, raramente é encontrada no alto escalão.”

Veja mais

Referência: Valor Econômico