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Investidor busca ‘seguro’ para queda de ativos

26 de setembro 2022 Paulo Araripe Jr.

Pico na demanda por contratos de opções de venda reflete temor de pressão adicional sobre preços

Um pico nas opções de venda de ativos (“put”, no jargão do mercado) reflete os temores de novas quedas nos preços, enquanto os bancos centrais tomam medidas contra a inflação

Investidores têm comprado quantidades recordes de contratos de seguro para se proteger de uma onda de vendas que já eliminou trilhões de dólares do valor das ações americanas

As compras de contratos de opção de venda de ações e fundos negociados em bolsa dispararam e grandes gestores de dinheiro gastaram US$ 34,3 bilhões com isso nas quatro semanas que se encerraram em 23 de setembro, de acordo com dados da Options Clearing analisados pela Sundial Capital Research. O total é o maior já registrado em dados coletados desde 2009 e quatro vezes a média observada desde o início de 2020.

Só na semana passada, os investidores institucionais gastaram US$ 9,6 bilhões. O valor enfatiza até que ponto os grandes fundos querem se isolar de uma onda de vendas que se arrasta há nove meses e foi superalimentada pelo aumento agressivo das taxas de juro adotado pelos bancos centrais ao redor do mundo para domar a alta da inflação.

“Os investidores perceberam que o Federal Reserve [Fed, o banco central dos Estados Unidos] tem muitas limitações na sua política para a inflação nesta situação e eles não podem mais contar com o Fed para gerir o risco de volatilidade dos preços dos ativos, por isso precisam tomar medidas mais diretas por conta própria”, disse Dave Jilek, estrategista-chefe de investimentos da Gateway Investment Advisors.

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Autor: Eric Platt e Nicholas Megaw
Referência: Valor Econômico