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Catástrofes climáticas geraram prejuízo de US$ 92 bi no primeiro semestre

16 de novembro 2022 Paulo Araripe Jr.

No Brasil, a seca aparece como o 5º fenômeno climático de maior impacto, com perdas de US$ 4 bilhões

Enquanto líderes globais discutem no Egito mecanismos de compensação financeira por perdas e danos climáticos, a seguradora Aon fez as contas do prejuízo.

Segundo a seguradora, só no primeiro semestre deste ano, catástrofes naturais geraram perdas econômicas de US$ 92 bilhões. A seca no Brasil aparece como o quinto fenômeno climático de maior impacto, com prejuízos de US$ 4 bilhões.

O prejuízo deste primeiro semestre foi o menor dos últimos quatro anos, mas a influência das mudanças climáticas provocadas pelo aquecimento global é cada vez maior: dos 21 eventos com prejuízo superior a US$ 1 bilhão registrados no primeiro semestre, apenas 1 não foi relativo ao clima. Trata-se do terremoto ocorrido na costa do Japão em março.

A lista é encabeçada pelas enchentes ocorridas na China, que provocaram prejuízos de US$ 8,7 bilhões. Dentre os oito maiores fenômenos em termos de perdas econômicas, 3 foram provocados por excesso de chuva e 3 por sua falta.

— No primeiro semestre de 2022, as impressões digitais das mudanças climáticas continuaram se tornando mais evidentes no comportamento de eventos individuais e nas tendências de temperatura e precipitação de longo prazo. Temperaturas mais quentes que a média foram citadas em uma ampla faixa do globo, o que se traduziu em mais padrões climáticos incomuns que já tinham sido desencadeados por influência do La Niña. Esses padrões incomuns seguem em andamento há quase três anos consecutivos — diz a Aon no estudo.

De acordo com o Global Catastrophe Recap: First Half of 2022, da Aon, apenas 43% do prejuízo global — ou US$ 39 bilhões — estava protegido por algum tipo de seguro.

Autor: Mariana Barbosa
Referência: O Globo On-Line