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Previ busca se equilibrar entre desafios opostos de seus planos

31 de janeiro 2023 Paulo Araripe Jr.

Versão mais nova, de contribuição variável, exige gestão ativa

A Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, tem desafios opostos em seus dois principais planos de benefícios. De um lado, o Plano 1, com patrimônio de mais de R$ 200 bilhões, tem a maioria de participantes aposentados e o principal objetivo é pagar os benefícios, o que deve ocorrer até 2099. De outro, ainda em fase de acumulação, o Previ Futuro deve ter uma gestão de investimentos mais ativa. Até agora, são R$ 26 bilhões – e contando.

“O Plano 1 é orientado para o passivo e o Previ Futuro considera relevante o conceito de busca de performance. Essa é nossa maior preocupação no momento. O Plano 1 teve boas oportunidades e tem um volume expressivo alocado”, afirma o presidente do maior fundo de pensão do Brasil, Daniel Stieler. Dos mais de 108 mil participantes, somente 3.900 estão na ativa. Os demais são aposentados ou pensionistas.

No maior e mais maduro plano da Previ, o pagamento de juros de títulos públicos e o recebimento de dividendos totalizam R$ 15 bilhões e garantem o pagamento de benefícios do ano. O Plano 1 garante aposentadoria vitalícia aos seus participantes, e é ele a referência quando se fala de déficit ou superávit da Previ. Tecnicamente, é chamado de benefício definido (BD), e os participantes sabem o quanto vão receber ao se aposentar no momento que assinam o contrato de previdência. Esse tipo de modalidade está fechada a novos entrantes e, de forma geral, não há novos planos BD sendo abertos no Brasil.

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Autor: Juliana Schincariol
Referência: Valor Econômico