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Petros tem impasse para definir comando

23 de junho 2023 Paulo Araripe Jr.

Há resistências ao candidato apontado pela Petrobras, que tem de passar pelos mesmos crivos dos executivos que participaram de processo de seleção

Resistências ao nome de Henrique Jager, indicado pela Petrobras para assumir a Petros, levam a um impasse na escolha do novo presidente do segundo maior fundo de pensão do país.

Diferentemente de outras fundações, a patrocinadora não é a única responsável pela escolha do nome. O candidato por ela apontado deve passar pelos mesmos crivos dos outros que participam do processo de seleção. Segundo uma fonte que acompanha o caso, Jäger pode ter restrições, e a petroleira pressiona para que o economista seja selecionado, o que a empresa nega.

Enquanto isso, há quase três meses sem presidência e diretoria definitivas, grandes decisões estratégicas são adiadas. “O que está andando é a engrenagem usual da Petros, a fundação está basicamente no automático”, afirma uma fonte. A situação se agrava após a renúncia, anunciada ontem, do presidente interino Leonardo Moraes, que ficará na fundação até 16 de julho. Somada ao anúncio da saída do diretor de seguridade, Akira Miki, foi a segunda baixa da semana. O único que se mantém na alta cúpula da fundação, formada por três diretores e o presidente, é Paulo Werneck, da área de investimentos.

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Autor: Juliana Schincariol
Referência: Valor Econômico