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Opinião

Sinistralidade acima de 99,9% – pode isso Arnaldo?

24 de agosto 2022 Roberto Parenzi

Recentemente, a equipe da Capitolio produziu o Relatório sobre a Sinistralidade na Saúde Suplementar, relativo ao 1° Trimestre de 2022.

O percentual médio deste indicador, neste trimestre analisado, foi da ordem de 86% enquanto que no mesmo período de 2021 o indicador foi de 81%, ou seja, segue em ascensão.

Sim, considero preocupante, não encontrando muitas razões para que este percentual caia, ou, se cair, será levemente, mantendo-se contudo, elevado.

Mas deste trabalho, resolvi pinçar um número que chama mais a atenção ainda.

Aquelas empresas cuja taxa de sinistralidade se situa na casa de 100% ou acima.

Considerando as 632 empresas da amostra analisada, (excetuadas as empresas Administradoras de Benefícios, Odontologia de Grupo e Cooperativa Odontológica que não fizeram parte da análise) chegou-se ao número de 52 empresas ou 8,23%.

É muito, considerando que estas empresas estão gastando com a Despesa Assistencial mais do que recebem de contraprestações.  A conta não fecha e não se sustentarão.

O problema é que neste risco estão 2.041.637 beneficiários com uma contribuição per capta mensal com média superior a R$ 480,00.

Neste número cabe destacar por porte das operadoras, com sinistralidade acima de 99,9%:

Já em relação à modalidade destas operadoras, encontramos a seguinte distribuição:

Só para esclarecer, a questão dos números serem tão alarmantes, é válido ressaltar que o percentual ideal de sinistralidade deveria se situar na casa de 70 a 75% no máximo, para que do restante possa haver um resultado mais razoável após a retirada das despesas administrativas, comerciais, não operacionais e impostos.

Finalizando, é preocupante o fato de que está prestes a ser votado no Congresso a questão do Rol, com grandes chances de que seja considerado exemplificativo. Aí sim as torneiras serão abertas e este número de empresas pode crescer potencialmente.