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Opinião

Índice de sinistralidade – 2º trimestre de 2023

11 de setembro 2023 Capitolio Consulting

A sinistralidade, que é o percentual apurado entre Despesas Assistenciais gastas pelas operadoras em relação ao recebimento das contraprestações pagas pelos usuários, é um dos mais fortes índices a comprometer o resultado das operadoras da Saúde Suplementar; aliado aos custos de judicialização + multas aplicadas, pode causar um verdadeiro desastre nos resultados, quando não causa por si só.

A sinistralidade máxima admitida para o setor de saúde suplementar, em princípio e dependendo de diversos outros fatores, deve ficar ao redor dos 70% ou no máximo 75%, e mesmo assim para o caso de operadora muito eficiente, com absoluto controle e otimização de seus custos, investimentos, carteira equilibrada e muito boa seletividade de riscos.

No 2º trimestre de 2023, a sinistralidade do mercado, como um todo chegou a 88,0%, apresentando um ligeiro decréscimo em relação ao 2º trimestre de 2022 que ficou no patamar de 89,2%.

O estudo realizado pela Capitolio, contabilizando os dados de 618 empresas do mercado, apurou que apenas 33% do mercado (205 empresas) apresentaram índices controlados e dentro do máximo recomendado.

Além disso, 49 empresas da amostra com 5 milhões de beneficiários, apresentaram sinistralidade maior que 100% significando que toda a receita foi consumida com as despesas assistenciais, em tese nada restando para cobertura das demais despesas, indicando que estão incorrendo em sérios prejuízos, praticamente inviabilizando sua sobrevivência.