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Opinião

Seguros – Números até o mês de Novembro de 2023

15 de janeiro 2024 Marcio Serôa de Araujo Coriolano

A Superintendência de Seguros Privados (SUSEP) divulgou em 12/01/2024 as estatísticas da arrecadação e das despesas dos seguros atualizadas até o mês de NOVEMBRO de 2023.

A taxa de crescimento anualizada das receitas no mês de NOVEMBRO (R$ 31,8 bilhões) aumentou um pouco de 8,3% em OUTUBRO para 8,8% naquele mês, devido ao forte aumento de 14,7% contra o mesmo mês do ano passado e a despeito do decréscimo de 3,4% contra o mês imediatamente anterior. Essa aparente contradição deriva da base comparativa das estatísticas de 2022 e 2023.

Considerando essa base estatística, o fechamento do exercício de 2023 acima de um dígito dependerá, no último mês de dezembro, das receitas crescerem pelo menos 27,3% acima de novembro e, também pelo menos, 20,6% sobre o mês de dezembro de 2022. Seria o equivalente a uma arrecadação global de R$ 40,5 bilhões no mês e de R$ 391,4 bilhões no exercício.

As receitas em NOVEMBRO, de R$ 31,8 bilhões, tiveram, como acima referido, redução de 3,4% frente às do mês anterior, OUTUBRO. Na ausência de dados de quantidades de itens, permanece difícil diagnosticar se o efeito desta elevação foi de demanda efetiva ou de preços dos seguros (tarifação e reajustes), o que somente poderá ser explicado quando o SRO – Sistema de Registro de Operações, da SUSEP, passar à sua plena vigência.

Quando comparado ao mesmo mês do ano anterior, 2022, os números de NOVEMBRO foram superiores em 14,7%, após os 11,8% observados em OUTUBRO. Ao ser considerado o período acumulado no ano, a arrecadação (R$ 351,0 bilhões) cresceu 8,9% contra 2022, quando havia sido de 8,4% no acumulado até OUTUBRO e de 8,0% no acumulado até SETEMBRO.

O importante a observar é que (conforme também acima registrado), em termos anualizados (*), em NOVEMBRO foi novamente confirmada a trajetória de evolução das operações de seguros em um dígito alto. Lembrando que as taxas haviam sido de 8,4% até OUTUBRO, 8,6% até SETEMBRO, 10,4% até AGOSTO, 11,8% até JULHO, 11,7% até JUNHO, 12,2% até MAIO, 13,5% até ABRIL, 14,8% até MARÇO e de 15,6% até FEVEREIRO contra os inéditos 17,2% registrados até JANEIRO.

(*) Média de “janelas” de 12 meses móveis.

Verificando os números do mercado de seguros na ótica do período acumulado de janeiro a novembro, a maior contribuição permaneceu sendo do ramo de Danos e Responsabilidades, com 10,6%, seguida de 8,7% do ramo de Pessoas (Vida e VGBL), 5,8% da Previdência Privada Aberta e de 5,5% da Capitalização.

O Gráfico a seguir apresenta as taxas anualizadas de JANEIRO de 2018 até o último dado disponível de NOVEMBRO de 2023, estas sendo a melhor medida para a avaliação de tendências. Ainda havendo apenas um mês a ser divulgados até o encerramento exercício de 2023, somente um excelente comportamento das receitas de cada um dos ramos dos seguros poderá reverter a trajetória mostrada para que seja alcançado o patamar de dois dígitos.

De modo recorrente no ano, as indenizações e resgates continuam evoluindo bem abaixo das receitas. A sinistralidade global até o mês de NOVEMBRO situou-se em 58,1%, tendo sido de 37,9% em Seguros, 73,4% no VGBL, 107,2% em Previdência e 82,1% em Capitalização, equilibrando melhor os resultados operacionais. A persistência da política monetária restritiva – com manejo cauteloso das taxas de juros – também poderá dar mais alívio na linha financeira das seguradoras para o resultado final de 2023