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Coluna do Coriolano

Seguros – Números até o mês de Fevereiro de 2024

09 de abril 2024 Marcio Serôa de Araujo Coriolano

A Superintendência de Seguros Privados (SUSEP) divulgou em 09/04/2024 as estatísticas da arrecadação e das despesas dos seguros atualizadas até o mês de FEVEREIRO de 2024.

A taxa de crescimento anualizada (*) das receitas até mês de FEVEREIRO (R$ 33,2 bilhões) foi de 10,2%, quando havia sido de 8,6% em JANEIRO. É o maior incremento desde agosto de 2023. Isto ocorreu porque, embora a arrecadação global tenha sido 5,4% inferior ao mês de janeiro, ela foi 22,7% superior ao fraco mês de fevereiro do ano anterior, 2023. É presumível que esse desempenho anualizado positivo possa permanecer pelo menos até agosto do corrente, considerando a base baixa dos primeiros oito meses do ano passado.

(*) Média das “janelas” estatísticas de 12 meses móveis = março de 2023 a fevereiro de 2024 contra março de 2022 a fevereiro de 2023.

Na ausência de dados de quantidades de itens, permanece difícil diagnosticar se o efeito desta queda do mês atual contra o último mês foi decorrente de demanda efetiva ou de preços dos seguros (tarifação e reajustes), o que somente poderá ser explicado quando o SRO – Sistema de Registro de Operações, da SUSEP, passar à sua plena vigência.

Comparando-se o desempenho da arrecadação na base mês-contra-mês imediatamente anterior de cada segmento de seguros, todos observaram redução das taxas: o de Pessoas (Vida e VGBL) com – 7,9%, Previdência com – 5,5% e Danos com – 1,7%. Capitalização ficou com arrecadação estável.

Já quando comparado o desempenho com o mesmo mês do ano anterior, fevereiro de 2023, inversamente todos os segmentos tiveram expressiva expansão da arrecadação, a maior tendo sido de Pessoas (29,4%), seguida de Danos (16,6%)), Capitalização (9,7%) e Previdência (6,2%).

No acumulado do bimestre – R$ 68,3 bilhões – o crescimento foi o mais alto desde setembro de 2022, de 17,3%.

O Gráfico a seguir apresenta as taxas anualizadas desde JANEIRO de 2018 até o último dado disponível que foi FEVEREIRO de 2024, estas sendo a melhor medida para a avaliação de tendências. Neste caso, embora ainda seja apenas o segundo mês do ano, houve clara reversão do ímpeto do crescimento do mercado como um todo comparativamente ao exercício passado. Assim como vimos comentando, tudo dependerá da resposta do setor de seguros ao ambiente macro e microeconômico do País, especialmente às recentes medidas governamentais de estímulo à atividade seguradora.

Os dados publicados pela SUSEP ainda seguem demonstrando que também neste segundo mês de 2024 as indenizações e resgates evoluíram bem abaixo das receitas; ou seja, a sinistralidade permanece controlada.