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Coluna do Coriolano

Desempenho do Mercado de Seguros, Previdência Privada e Capitalização – fevereiro de 2026

13 de abril 2026 Marcio Serôa de Araujo Coriolano

Como sempre examinado em cada segmento que compõe o mercado de seguros, depreende-se que ele é afetado pelo comportamento daqueles que mais contribuem relativamente para o agregado das receitas.

Exemplo máximo é o VGBL, que tinha participação relativa de perto de 43% do total em julho de 2024, de 27% em dezembro de 2025 e de 39,7% em janeiro de 2026, para agora em fevereiro voltar à relativa sombra, com posição perto de 34%.

Então, sabe-se que qualquer iniciativa regulatória dos poderes públicos ou movimentos conjunturais da demanda, que aumentem ou diminuam a penetração de cada um dos segmentos, tem decisiva influência no comportamento e das expectativas do setor de seguros como um todo.

Sinteticamente, a conclusão geral sobre o desempenho do mercado integral de seguros, previdência privada e capitalização brasileiro é que, até fevereiro, a variação anualizada da arrecadação, que reputamos ser a melhor medida estatística tendencial, permanece no campo progressivamente negativo.

A queda das taxas em 12 meses móveis foi consistente ao longo de 2025 e continua em 2026, tendo chegado a níveis negativos desde setembro do ano passado. Apenas para comparação, na base do fechamento de 2024 a variação havia sido positiva da ordem de 12,3%.

Já quando seguimos a opção analítica adotada pela Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) e examinamos o desempenho segregado do chamado mercado segurador “estrito senso”; vale dizer sem o VGBL, sem os planos de previdência privada aberta e com Capitalização, de forma a retirar os seus recentes efeitos trazidos pela nova tributação do IOF, temos um resultado infelizmente não auspicioso. E, pelo menos até esse mês de fevereiro, nenhum dos segmentos apresentou melhor desempenho na ótica anualizada.

Necessário relativizar que ainda estamos com estatísticas de apenas um bimestre de 2026. Estimamos que a recuperação da capacidade de atendimento do mercado de seguros dependerá, de maneira importante, do cenário econômico nacional que recentemente apresenta recrudescimento das taxas de inflação e, consequentemente, expectativa de manutenção das atuais taxas de juros. Dependerá também das ações regulatórias da Susep, de forma a dar execução célere do seu planejamento para 2026. Inclusive o destravamento do chamado seguro de vida universal e a flexibilização da oferta de produtos mais aderentes à atual capacidade de pagamento de amplos estratos da população.

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