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A décima Conseguro

13 de setembro 2021 | Antonio Penteado Mendonça

A décima Conseguro ocorre entre os dias 27 de setembro e 1.º de outubro. É o maior evento promovido pelas seguradoras. A responsável pela organização, a Confederação da Nacional das Seguradoras (CNSEG), espera a adesão de mais de 3 mil participantes interessados em conhecer os temas das diversas discussões programadas.

A Conseguro deste ano será gratuita e digital, assim será acessível de qualquer lugar, permitindo que os interessados em aprofundar os conhecimentos sobre uma atividade que teve expressivo crescimento desde 1994 possam participar e se atualizar, independentemente da pandemia ou de onde a pessoa está.

Atualmente, o setor de seguros representa mais ou menos 6% do Produto Interno Bruto (PIB) e administra reservas de mais de R$ 1,2 bilhão, o que o torna um grande gerador de poupança. Não é pouco quando se pensa que em 1993 ele representava menos de 1% do PIB.

Esse crescimento não ocorreu por acaso. Ele é consequência de uma série de fatores, a começar pelo desenvolvimento nacional depois da estabilidade da moeda. Mas, acima de tudo, o setor está onde está por mérito de seus componentes, seguradoras, corretores de seguros, prestadores de serviços, especialistas e as autoridades direta e indiretamente ligadas a ele.

Ao longo dos anos, a atividade teve demanda para seus produtos, interatividade com os demais stakeholders, principalmente com os corretores de seguros e segurados, além da capacidade de entender as necessidades da nação e desenvolver produtos afinados com elas.

Um bom exemplo é o seguro rural, hoje um dos produtos mais bem sucedidos do setor, que auxiliou o agronegócio nacional a se consolidar como um dos mais eficientes do planeta. Sem o seguro rural, dificilmente a safra de grãos brasileira teria chegado nos patamares atuais.

Por mais que quisesse plantar, o agricultor não teria condições de o fazer sem a proteção oferecida pelo seguro rural, que lhe permite assumir riscos que de outra maneira seriam insuportáveis e que comprometeriam a capacidade de produção da maioria das propriedades agrícolas.

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) acaba de baixar novas regras para o seguro de veículos. É a primeira grande mudança na carteira desde que esse seguro se transformou num dos principais ramos, ainda nos anos 80.

As novas condições para o seguro de responsabilidade civil também devem mexer com o mercado, afetando uma carteira que a cada dia é mais indispensável para garantir a tranquilidade social, já que as indenizações têm como objetivo minimizar perdas sofridas por terceiros em função de ações ou omissões praticadas pelo segurado.

O Brasil atravessa profunda crise hídrica, que coloca em xeque sua matriz energética. Seja quais forem as soluções adotadas, elas implicam na realização de novas obras destinadas à ampliação da capacidade de geração e distribuição de energia elétrica e essas só são possíveis com a contratação de seguros garantia, cujo desenho também foi recentemente modificado.

A Susep criou um “sand box” para funcionar como chocadeira de novas empresas que necessitam ganhar musculatura para competirem no mercado. Elas terão essa proteção por determinado período, no qual terão menos regulação e carga tributária.

Finalmente, a cereja do bolo. A Susep está firmemente disposta a implantar o “Open Insurance” em um prazo bastante curto. É uma tarefa hercúlea, até porque ninguém sabe exatamente o que, para que serve e como deve funcionar o “Open Insurance”. A única certeza é que ele não existe nos países desenvolvidos, com exceção da Grã-Bretanha, que tem uma experiência em andamento.

O elencado até agora é suficiente para justificar a participação na Conseguro. Com a confirmação de executivos, especialistas, consultores, acadêmicos, corretores de seguros, segurados e autoridades, o evento tem tudo para mostrar um retrato fiel da realidade do mercado. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo site da CNSEG.

Referência: Estado de São Paulo