Rápidas & Relevantes
Colaboramos para que os Planos de Saúde adoeçam
23 de novembro 2023 Roberto Parenzi
É comum, diante das acrobacias de viver do brasileiro, ouvirmos a expressão “agora a Nasa vem”. Se por um lado, algumas coisas são até interessantes, outras, porém, devem colocar medo na Nasa de aparecer por aqui.
Estudos da Capitolio vem sendo publicados sobre a sinistralidade, já há alguns anos, mostrando que a conta não fecha.
Sendo bem didático:
Recebimento de contraprestações: 100% da Receita Operacional
Sinistralidade (exemplo: 2° Trimestre 2023): – 88% da Receita
Resultado Operacional: 12%
O que o plano faz com esta sobra?
Tem que custear as despesas administrativas, despesas comerciais, pagar impostos e apresentar o resultado ao acionista.
Agora, vamos inserir no “pacote”, o resultado do estudo do IESS em parceria com a EY divulgado há poucos dias. O estudo demostra o custo com Fraudes e Desperdícios, levando em conta o último ano que passou.
O estudo chegou a uma estimativa entre 11,1 a 12,7% sobre o faturamento de 2022, em torno de R$ 270 bilhões, o que resulta em perda desnecessária de valores em torno de R$ 30 a R$ 34 bilhões.
Veja como ficaria esta conta se houvesse conscientização dos usuários contra as fraudes:
Recebimento de contraprestações: 100% da Receita Operacional
Sinistralidade 2° Trimestre 2023: – 88% da Receita
Mão na consciência dos usuários: + 12% (se não houvesse fraudes)
Resultado Operacional: 24%
Bem melhor não? – mas um pouco utópico para nossos padrões!
Os planos de saúde são a salvação para o tratamento de saúde de seus beneficiários, uma vez que quem não tem, ou se vira no SUS ou, infelizmente, morre.
Não pense que que as fraudes não se voltam contra o próprio cliente, pois estas fraudes vão compor a precificação no próximo reajuste.
Então, lesamos a nós mesmos.
Será que não somos capazes de entender isto?